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  • Luciano Melo

A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO PARA A CONVIVÊNCIA FAMILIAR!

PROJETO TERAPIA EM LETRAS - TEXTO 11


A capacidade de se comunicar é uma das mais importantes características e habilidades de que é dotado o ser humano. Utilizando-nos de meios diversos, trocamos mensagens que revelam sentimentos, emoções, crenças, valores, princípios e isso pode contribuir para a criação de vínculos ou para o afastamento entre as pessoas.

No entanto, comunicar-se com as pessoas não é tão simples como pode parecer.

Segundo John Newstrom (2008), psicólogo organizacional, “comunicação é a transferência de informação e compreensão de uma pessoa para outra. Ela é uma forma de alcançar os outros por meio da transmissão de ideias, fatos, pensamentos, sentimentos e valores. (...) Quando uma comunicação é eficaz, proporciona uma ponte de entendimento entre duas pessoas, de maneira que elas possam compartilhar o que sentem e sabem”.


Um dos recursos mais importantes para a comunicação é o DIÁLOGO. Graças a ele, discernimos alternativas e realizamos escolhas com lucidez, compreendemos o outro e colocamo-nos em seu lugar, estabelecemos um paralelo entre razão e emoção, informamos e somos informados, atuamos em equipe, cooperamos e mais facilmente enfrentamos e solucionamos conflitos.

No ambiente familiar, o diálogo adquire um papel ainda mais importante, visto que ela é o primeiro núcleo social. Segundo Gopal Gokhale, importante líder político indiano, “a família tem sido, é e será a influência mais poderosa para o desenvolvimento da personalidade e do caráter das pessoas.”



Em família se dá o início da educação do indivíduo e sua preparação para a vida em sociedade. Na família, aprendemos padrões de comportamento e normas de conduta e recebemos os valores essenciais para a nossa vivência e nossa convivência, como respeito, humildade, honestidade, solidariedade, honra, dignidade, compromisso com a verdade, ética e amor ao próximo. No que diz respeito à convivência com as diferenças, ele permite a livre expressão das diferentes opiniões, promove harmonia entre os envolvidos, favorece a mútua compreensão e a realização dos ajustes necessários para a solução de conflitos.


ATITUDES NECESSÁRIAS


Para que o diálogo, de fato, aconteça, é preciso ouvir do início ao fim, sem interromper, respeitar o outro, isto é, reconhecer que ele, assim como você, tem direito a ter uma opinião própria, ser transparente e estar realmente disposto e aberto ao diálogo. Como se pode perceber, o diálogo requer um aprendizado e, por isso, exige dedicação.


UM BOM OUVINTE

Um bom ouvinte não fala o tempo todo, deixa o interlocutor a vontade para falar, demonstra desejo de ouvir, é paciente, controla seu temperamento e impulsividade durante o diálogo, é empático e foca na escuta, sem se distrair com interferências externas.

ORIENTAÇÕES IMPORTANTES:

Se você deseja desenvolver a capacidade de dialogar, aí vão algumas recomendações:

  1. Invista na prática do diálogo, de modo a torna-lo um hábito;

  2. Reserve tempo e escolha o melhor local para o diálogo, sobretudo em família;

  3. Pense antes de falar e fale na medida certa (nem mais, nem menos que o necessário);

  4. Lembre-se de que os filhos, não importa se crianças ou adolescentes, também têm o que dizer, merecem e precisam ser ouvidos;

  5. Abra mão de sermões autoritários e falas prolixas;

  6. Em caso de conflitos, esteja atento às principais queixas ou reclamações e fale sobre elas de maneira direta, pontual.

  7. Não permita que o diálogo se transforme em um “muro de lamentações”. É preciso, ao final, definir estratégias para aprimorar a relação.

  8. Converse em intimidade. Trate com a pessoa o que se refere a ela.

Texto: Psicólogo Luciano Melo (Clínica Argos)

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