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  • Luciano Melo

PREVENÇÃO AO SUICÍDIO: ASSUMA ESTA CAUSA EM FAVOR DA VIDA!

PROJETO TERAPIA EM LETRAS - TEXTO 10



O suicídio é reconhecido em nosso país como um problema de saúde pública.

Em muitos casos, o constrangimento faz com que pessoas que atentam contra sua própria vida, ao recorrerem ao atendimento médico, prefiram justificar seus ferimentos como resultados de acidentes domésticos ou algo equivalente. Isso faz com que os dados estatísticos nem sempre retratem fielmente a realidade, o que não impede que esses mesmos dados gerem grande preocupação, principalmente em relação ao aumento do número de casos entre adolescentes e jovens.


Segundo o Mapa da Violência de 2017, divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de suicídios de jovens entre 15 e 29 anos de idade, a cada 100.000 habitantes, aumentou cerca de 27,2% entre 1980 e 2014.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, em 24 de abril de 2018, o número de suicídios em nosso país, a cada 100.000 habitantes, saltou de 3,9% em 2000 para 5,5% em 2015.


O suicídio é um fenômeno complexo, que ocorre por múltiplas causas e atinge a pessoas de todas as idades, sem exceção.

Seus dois principais fatores de risco são a ocorrência de uma primeira tentativa e a existência de transtornos psicológicos, em especial a depressão.


Ao contrário do que muitos pensam, não são as experiências ou dificuldades da vida as principais responsáveis pela prática do suicídio. Por mais desafiadoras que elas possam parecer, a estrutura emocional da pessoa que as enfrenta será decisiva para o seu desfecho. Não é à-toa, por exemplo, que duas pessoas de uma mesma família podem levar um espaço de tempo diferente para a superação do luto pela perda de um mesmo familiar. Nesse sentido, alerta a psicóloga Vivian Zicker, associada fundadora da Associação Brasileira de Estudo e Prevenção ao Suicídio (ABEPS): “não são os eventos dolorosos da vida que fazem suicidar. É o efeito incendiário sobre uma condição mental subjacente, frequentemente doente e fragilizada, que faz com que o fato tome a dimensão de tragédia inescapável”.


MITOS


O combate ao suicídio é dificultado pela existência de alguns mitos a seu respeito. São equivocadas as ideias de que quem avisa que vai suicidar não o fará; de que o suicídio é fruto de uma decisão tomada com base no livre arbítrio; de que o risco de suicídio é eterno, ou seja, não pode ser tratado e de que os sinais de melhora súbita, repentina, apresentados por alguém que estava fortemente deprimida são confiáveis.

São igualmente enganosas as ideias de que a sobrevivência a uma tentativa de suicídio elimina o risco de novas tentativas, de que falar sobre o suicídio pode aumentar seu número de casos, e, por fim, de que a mídia não deve abordar o tema.

ALERTAS

Algumas fatores devem ser encarados como alertas sobre o risco de uma pessoa suicidar. São eles: frases como “vou deixar vocês em paz, se eu morresse tudo estaria resolvido e não aguento mais esta situação”; mudanças bruscas e inesperadas de comportamento; aparente melhora radical do humor; manifestação de excesso de culpa; falta de esperança e preocupação com a própria morte; tentativas anteriores de suicídio; uso de drogas; oscilação dramática de humor; falta de sentido para viver; existência de doenças mentais; dores crônicas ou doenças incapacitantes; isolamento social; sofrimento de abuso físico e/ou sexual na infância; baixo nível de resiliência e uma personalidade impulsiva, agressiva ou de humor instável.

PROTEÇÃO E PREVENÇÃO


Por outro lado, muitos são os fatores de prevenção ao suicídio: uma autoestima elevada; um bom suporte familiar; a existência de relações de amizade sólidas; o desenvolvimento espiritual; a existência de um projeto de vida, bem como uma boa capacidade de enfrentar e solucionar problemas e conflitos e de se adaptar às diferentes situações e contextos que a vida nos traz.

VOCÊ PODE AJUDAR!

Todos nós podemos ajudar uma pessoa que apresente sinais de que cogita a possibilidade de suicidar. Caso se depare com esta situação, escute sem realizar pré-julgamentos; deixe a pessoa falar o quanto precisar, sem interrompê-la; garanta a ela que o que está dizendo ficará em sigilo entre vocês; não tente mudar a opinião dela, o que poderá afastá-la de você. Ao contrário, diga que a entende, que compreende sua situação e que está disposto(a) a ajudá-la a superar suas dificuldades; incentive-a a buscar ajuda profissional e não a deixe sozinha, em caso de risco iminente de suicídio.

Além disso, desde 2014 é realizada no Brasil a campanha SETEMBRO AMARELO. Ela é fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina e tem como objetivo principal alertar para a importância da conscientização e da prevenção ao suicídio.

Visitando o site da campanha e outros sites que tratam do tema e se inteirando sobre o assunto, você poderá engrossar a fileira formada por inúmeras pessoas que contribuem para o trabalho de prevenção ao suicídio.

Conheça, também, o trabalho realizado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece “apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias”.

Informe-se e assuma você também esta causa em favor da vida.

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS:

  1. www.setembroamarelo.com

  2. www.setembroamarelo.org.br

  3. www.cvv.org.br

  4. www.saude.gov.br/saude-de-a-z/suicidio

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